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Governo de MG confirma mais mortes por febre amarela em cidades da Zona da Mata

Sessenta e uma pessoas morreram por causa de febre amarela silvestre em Minas Gerais, conforme o Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG) na tarde desta terça-feira (6).

Outras 103 pessoas estiveram internadas por causa da doença, elevando os registros pra 164 casos no Estado. Na última edição do relatório, há uma semana, eram 81 casos com 36 óbitos.

De acordo com os dados mais recentes, Juiz de Fora teve mais dois casos, subindo para três óbitos. Rio Preto teve duas mortes confirmadas, Santos Dumont, Rio Novo, Maripá de Minas e Ervália, também confirmaram um caso cada.

Mortes confirmadas pela SES-MG na região nesta terça:

  • Juiz de Fora: 2 mortes, sendo 3 no total; 3 casos de internação/alta;
  • Rio Preto: 2 mortes e 1 casos de internação/alta;
  • Rio Novo: 1 morte;
  • Santos Dumont: 1 morte
  • Maripá de Minas: 1 morte;
  • Ervália: 1 morte.
  • Senhora de Oliveira: 1 morte e 1 internação/alta.

Além destes, já constavam em levantamentos anteriores as mortes de moradores de Goianá, Juiz de Fora, Mar de Espanha e Viçosa.

Ainda não foram publicados no Boletim Epidemiológico os casos de óbitos anunciados pelas Prefeituras de Bicas, Belmiro Braga, Santo Antônio do Aventureiro, Barbacena e pela Sala de Emergência de Barbacena sobre morte de um morador de Caranaíba.

No dia 25 de janeiro, o governador Fernando Pimentel (PT) incluiu mais 68 cidades – entre elas, as que integram as Unidades Regionais de Saúde de Barbacena e Juiz de Fora – no decreto de situação de emergência em saúde pública por causa do surto de febre amarela, publicado em 19 de janeiro. Agora, 162 dos 853 municípios de Minas Gerais estão nas áreas onde há maior incidência de casos da doença.

Febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos infestados.

Em área rural ou de floresta, os macacos são os principais hospedeiros e a transmissão ocorre pela picada dos mosquitos transmissores infectados Haemagogus e Sabethes. Nas cidades, a doença pode ser transmitida principalmente por mosquitos da espécie Aedes aegypti. Não há transmissão direta de pessoa a pessoa.

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.

Estado tem salto na confirmação de casos em uma semana

O boletim epidemiológico da febre amarela revela ainda que, além das 61 mortes confirmadas em Minas, outros 103 pacientes já foram diagnosticados com a doença, totalizando 164 casos confirmados. Outras 301 suspeitas continuam em investigação. Destes, 16 já evoluíram para óbito. Ainda segundo o boletim, o Estado já descartou 74 casos suspeitos de febre amarela, sendo 15 mortes que teriam ocorrido por outras causas. Os dados são referentes ao período de monitoramento de julho/2017 a junho/2018.

Dados do boletim apontam maior incidência da doença na região metropolitana de Belo Horizonte, onde 81 casos já foram confirmados, com 26 mortes. Mariana e Nova Lima são os municípios com maior número de casos: 21 e 17, respectivamente. A regional de Juiz de Fora é a segunda com maior número de municípios com confirmações. No Sul de Minas, região com menos registros, quatro casos em São Thomé das Letras foram confirmados, sendo uma morte. Na regional de Pouso Alegre há outros quatro diagnósticos positivos, com duas mortes em Conceição dos Ouros. Em Poço Fundo, na região de Alfenas, ocorreu o único caso em que investigação da SES aponta transmissão em outro estado. O paciente teria sido infectado em São Paulo.

Do total de 164 casos confirmados no estado, 151 pacientes são do sexo masculino e 13 do sexo feminino. A média de idade dos casos confirmados é de 47 anos, sendo que a faixa etária mais afetada tem entre 40 e 49 anos. Ainda conforme a secretaria, não existe relato de que os pacientes diagnosticados com febre amarela tenham sido vacinados.
Atualmente, a cobertura vacinal em Minas está em torno de 83,3%. A estimativa é que 3,3 milhões de mineiros ainda não se vacinaram. O índice está abaixo de 95%, considerado ideal pelo Ministério da Saúde. Conforme o Estado, a regional de Juiz de Fora tem cobertura vacinal de 85,5%.

 

Fonte: tribunademinas.com.br e G1

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